Sou advogada há mais de 20 anos. Nesse tempo vi muita gente entrar num processo que não precisava existir — e sair dele anos depois, com menos dinheiro e com o mesmo problema no colo.
Foi isso que me levou para o extrajudicial. Quando a lei permite resolver em cartório, resolver em cartório costuma ser mais rápido, mais barato e muito menos desgastante para a família ou para a sociedade envolvida. É um caminho que existe desde 2007 e que ainda é pouco usado, na maior parte das vezes porque ninguém contou que ele existia.
Ele não serve para tudo. Quando não houver acordo entre as partes, ou quando faltar um requisito legal, o caminho é o judicial — e dizer isso na primeira conversa faz parte do trabalho tanto quanto a escritura.
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